quarta-feira, 17 de abril de 2013

Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido.
Eu não: quero uma verdade inventada.

C. Lispector

sábado, 6 de abril de 2013

Vinicius, ajuda a expelir o que há dentro e em mim! // À ela.

"Amo-te tanto meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te com amigo e como amante
Nunca, sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te com um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de amar assim muito amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude."

quarta-feira, 3 de abril de 2013

A história de como 4 simples pessoas se tornaram eternas em mim.

Uma vez, uma delas me disse:
- "Lu, você é a pessoa mais... (não encontrou palavras para expressar) que eu já conheci. E eu quero que você me prometa uma coisa. - segurando minha mão e olhando bem dentro dos meus olhos. - Prometa que nunca vai deixar cortarem suas asas. Porque já basta você ser um pássaro grande vivendo em uma gaiola pequena! - olhando para o céu. - Você ainda não percebeu que esse mundo é pequenino demais para o que te tem ai dentro?"
E eu nada soube dizer. Agradecida, apenas consegui sentir que aquilo um dia me faria muito mais sentido e que era importante guardar aquelas palavras sinceras e de carinho.



Alguns anos depois outra pessoa (espírito que me cuida) me deu um livro chamado 'Calvário de libertação, de Divaldo P. Franco pelo espírito de Victor Hugo' dizendo que o livro iria me ajudar. Quase três anos depois ainda não o consegui ler. Mas em um dia como o de hoje, resolvi pegá-lo para ler e fiquei horas parada na frente de sua capa... me perguntando se era pelo conteúdo ou pela capa que Deus o havia colocado em meu caminho.
Pois digo agora que foi a capa que me ajudou a arrancar um sorriso qualquer que não saía de mim há dias. E quanto ao conteúdo, isso é pra outra conversa. Obrigada querido amigo.



Entre a boca da noite e da madrugada um ser de luz me falou:
- "Quando você achar que se perdeu e que tudo parece ruim, escreva. Apenas escreva. De qualquer forma. Pois as asas da imaginação virão. E você se sentirá melhor."
Com lágrimas nos olhos ainda, aceitei sua fala com um suspiro de alívio e reconforto.
Sei que à alguém como esse ser eu não preciso agradecer, mas faço questão... obrigada!

Recortando um pedaço de jornal onde tinha a Canção Mínima (de Cecilia Meireles), cantarolei e chorei. Quão feliz estava! Era tanta empatia que não cabia em mim. Talvez por saber lá no fundo que essa canção ainda me ampararia inúmeras vezes. E que é saudável se ter um refugio.
Então, obrigada a mim mesma por ter colado na porta do meu quarto esse papel recortado e por C.M. por tê-la escrito.
[No mistério do sem fim
Equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
E, no jardim, um canteiro,
no canteiro uma violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,

entre o planeta e o sem-fim,
a asa de uma borboleta.]


terça-feira, 2 de abril de 2013

o anseio que a escrita me faz.

Parei de escrever. Faz um tempo.
Desaprendi.
Em troca aprendi a lastimar essa perda.
De repente estou aqui transcrevendo meus pensamentos...
Que vergonha sinto de mim, não de mim exatamente, mas a culpa é da escrita que sempre me esteve presente mesmo quando não escrevia e escrevia apenas nos pensamentos.
Já faz um bom tempo que ela não me vem visitar e agora a estou traindo tentando desesperadamente escrever algo, mas nada me vem. Estou bloqueada pela dormência.
Mas talvez provocando-a se sinta enciumada e venha.
Assim espero. Mesmo cansada de esperar. Por ela e por tudo e por nada e pela espontaneidade. E por mim.

, aguardando



(LB)